G. Alvaro, toda 4ª feira no TROCISTAS!

domingo, 28 de junho de 2009

Who's Bad?

(Rusbé?)
Por G. Alvaro



Maicou-diécson morreu. Sobem os créditos do Thriller, começa a ociosa crítica a tecer comentários maldosos sobre um santo que só queria ter um nariz de gente branca de verdade (Barbie). Os homens temos o péssimo costume de beatificar os mortos... Antes de ele morrer, era pedófilo pra lá, come criancinha(sinônimo) pra cá... agora tá todo mundo passando clipe, mostrando biografia... falsidade mata gente! Mas como tem tanta gente falando na morte do nosso tão querido e processado Michael, eu decidi me pronunciar também. Ora, não é sempre que vagabundo me faz plástica até no moon walk e acaba morrendo logo de ataque cardíaco. Que cagada...


E se há fumaça, há fogo. Sinceramente, seu eu fosse ele, já tinha batido as botas há muito tempo. Afinal, estamos em uma sociedade onde tudo dá processo, e a única forma de fugir da ceguinha é morrendo. Bom pra ele. Espero que Deus não sacaneie e abra um inquérito lá no céu pra saber se nosso reidupop já não está apalpando aqueles anjinhos gordinhos com a cornetinha de fora. Cuidado, Menino Jesus!!!

Pro inferno ele não vai, é péssimo para a pele. E o diabo só gosta de rock da pesada. Benza-deus.

E o pior da história: qual não foi a minha surpresa, ao esbarrar com um conhecido e mal-afamado jornal aqui do RJ, onde se lia a seguinte manchete:


NASCEU PRETO, FICOU BRANCO E AGORA VAI VIRAR CINZA (sic)


Eu achei uma puta sacanagem! (parem de rir) Ninguém escreveu, quando da morte do Clodovil:
Nasceu preto, ficou rosa e agora virou purpurina... podia ter escrito... a lógica é a mesma...

Enfim, andam dizendo por aí que ele nem morreu, apenas se refugiou numa nave extraterrestre, junto com o Elvis, para fugir das dívidas que não deixavam ele aproveitar nenhum centavo dos royalities dos Beatles... oh, don't be cruel... até eu iria nessa. Isso porque eu não sou rei do Rock e nem do Pop, ainda sou preto e não operei meu nariz sete mil vezes. Ah, nem tenho dinheiro.


Deus queira guardar nosso amado Michael Jackson. Se não quiser, processa que dá um dinheiro bom! Vai por mim, Senhor, eu sei o que tô dizendo... aqui funciona muito bem.



Me diz você, who's bad?

Considerações sobre o Dilúvio

Considerações sobre o dilúvio.
Por G. Alvaro.

Hoje iremos falar sobre a primeira conhecida destruição em massa de espécies (atenção biólogos): o dilúvio.

Belo dia, o Criador olhou para si e se observou ocioso. Lúcifer, seu melhor amigo, decidira morar sozinho e levara o truco, o baralho e o SuperTrunfo de carros velozes consigo. Sendo assim, o Pai decidiu olhar para alguma coisa que tivesse criado, por algum acaso a Terra. Percebera a merda que fizera. Era gigante pra cá, dinossauro pra lá, David Bowie acolá e uma porrada de pássaros que nem sabia voar (a exemplo, a galinha, que por um deslize divino, continua existindo até hoje). Enfim, decidiu dar um banho na terra, estava muito suja, mais da metade daquilo dali podia morrer numa boa. Assim estava idealizado o famigerado Dilúvio.
Deus, muito gente boa, procurou por alguém pra sobreviver, alguém que tivesse uma boa barba, para parecer talvez mais sábio que os outros. Como não havia ainda PrestoBarba®, a melhor forma de escolher o único homem a sobreviver teve de ser o método unidunitê*.

Ao encontrar Noé (os nomes eram muito criativos nessa época), lho avisou que afogaria todas as espécies, sobrando só os animais que Noé previamente separasse em uma arca. Intrigado com as linhas tortas da vontade divina, Noé reuniu a coragem que guardara por todos seus 594 anos e perguntou ao senhor o porquê de tamanha destruição.
E Jeová, por sua vez, respondeu, magnânimo:
Estou a fim.
E continuando seu discurso, mandou que reunisse sua família, seus filhos de nomes esdrúxulos, e mais uma penca de animais, de todos os tipos, excetuando-se o porco, que teve que ir nadando e acabou ficando gripado. Era sabido que Noé era um bucéfalo e alcólatra, assim como seus filhos, me admira a arca não ter afundado no décimo quarto dos quarenta dias e quarenta noites. Choveu pra cacete na terra naquela época. E finalmente, quando a chuva passou, Noé soltou um pombo (por que esse animal desgraçado não morreu?) para procurar um ramo de alguma coisa (talvez precisasse fumar pra aplacar o estresse).
Voltando Deus ao encontro de Noé, talvez triste pelo barco não haver afundado, prometeu que não destruiria mais a terra com água, receio que já havia preocupação com o racionamento. Deixou claro também que iria destruir tudo novamente, bastava entrar numa de Nero.
E dessa forma, assustadoramente bisonha, é que sucedeu o Grande Dilúvio. Queira Deus, que da próxima vez (2012?) Ele não esqueça de acabar com os pombos.
G. Alvaro.
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*Método francês que consiste em escolher aleatoriamente algo ou alguém, cantando uma música de boiola. (N.do A.)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Anais Pré-históricos I – Evolução humana, e sua tendência à homossexualidade

Anais Pré-históricos I – Evolução humana, e sua tendência à homossexualidade*.
Por G. Alvaro


Olá!

Como todos puderam observar, hoje falaremos sobre o aspecto evolutivo da mais errônea criação divina: o homem. Mas antes, como de costume, vamos ensebar um pouco.

No princípio, criou Deus o Universo. Coisa bonita de se ver, o espaço abrigava as mais magníficas criações divinas, onde se encontravam ETs de todos os tipos e tamanhos e cores. Criaturas de infinita inteligência, os ETs trataram de evitar uma borda incômoda do universo, onde se localizava o sistema solar, mais precisamente o planeta terra.
Este planeta específico, a Terra, foi criado com a sobra de criatividade e material divino. Onde, só para ocupar espaço, o Chefe entrou numa vibe de criar um planeta brega, tão brega quanto Reginaldo Rossi1. Assim estava criado o nosso planeta.
Seguindo conselhos de suas civilizações ETs avançadíssimas, realmente identificadas como sua real imagem e semelhança, o Pai decidiu povoar o planeta com o que havia de mais novo em matéria de povoamento popular de baixa renda: dinossauros e homens das cavernas2. Há quem afirme que realmente Deus seria um Extraterrestre, mas essa concepção é tão bizarra que nem o próprio autor a teria levado a serio3.












detalhe: suposto retrato falado de deus. Créditos: Toninho da Lua.

É sabido que, depois da primeira crise financeira mundial, os dinossauros foram extintos (há quem julgue que os dinossauros não sobreviveram ao aumento significativo do valor do tecido para suas roupas, que eram extremamente enormes e dispendiosas, tendo assim sucumbido às praias de nudismo pré-históricas, os atuais sítios arqueológicos).
Assim sobraram apenas os animais de pequeno e médio porte, bem como os homens das cavernas.
Para começar, poderíamos citar o Homem Neandertal, mas achamos desnecessário, pois o mesmo era um ser tão estúpido, tão peludo e tão insignificante, que dele somente temos vestígios genéticos nos espécimes mais ignorantes e descartáveis da face da terra. A saber, juízes de futebol, operadores de telemarketing e o povo em geral.

Pois eis que o primeiro homem pré-histórico que realmente vamos descrever aqui é o conhecido Cro-magnon.
O cro-magnon, homem extremamente das cavernas, rapaz rústico e do campo. Vivia sempre na caverna e observava o mundo pela sombra que a luz de fora projetava na parede4. O nome Cro-Magnon não passa de uma corruptela da palavra CROMADO, pois era de se observar claramente o leve tom prateado de sua pele.
fotografia de Cro-magnon em estado de contemplação.








Crédito: Dr Lou Reed (senhor fantástico e vocalista do velvet underground)

Infelizmente (ou felizmente) os cro-magnon desenvolveram uma estranha atração uns pelos outros (todos do sexo masculino, até porque não havia cro-magnon feminino, fruto de um leve esquecimento por parte do criador.). Essa atração ficou cada vez mais institucionalizada, causando furor divino. Então aconteceu que, incomodado com tanta viadagem no seu mundo e nos seus cro-magnon, Deus, em sua imensa justiça cega, decidiu punir os cro-magnon de uma forma severíssima: a partir daquele dia, os pobres surfistas prateados5 purpurinaram ao seu novo estágio. Um estágio mais avançado, porém teriam que carregar eternamente o vergonhoso nome “Homo” antes de seus nomes científicos, graças ao pecado da sodomia que cometeram6. (E é e nessa parte que se autoexplica a forte tendência homossexual do ser humano.)
Extremamente tristes, porém felizes(!), os cro-magnon evoluíram instantaneamente para um novo patamar: o Homo-Erectus.
Particularmente, não há nada de muito importante para se dizer sobre o homo-erectus, exceto o fato de ser homo (e toda a humanidade também teria essa tendência a partir desse momento), e a pouco usual característica de manter um estado pleno e constante de excitação (erectus). Andavam um pouco curvados, devido ao peso que seu enorme e rijo membro exercia sobre sua frágil coluna vertebral. Também desmaiavam constantemente, haja vista que a constante irrigação sanguínea de sua perna-de-três mantinha permanentemente seu cérebro pouco irrigado. É também extremamente importante observar a enorme capacidade de reprodução do homo-erectus, onde se observa uma taxa estatística quase olímpica7.
Infelizmente, a capacidade de pensar desses homens antigos não era lá muito apurada, o que os levou a fugir da polícia e se refugiar eternamente no alto de morros, se espalhando desordenadamente e torcendo para o flamengo8. Formou-se a primeira comunidade carente.
Muito porém, impressiona um único homo-erectus ter desejado ficar no baixo, ao invés de seguir a diáspora de seus irmãos. Por esse ato, este homo subitamente evoluiu para o pouco conhecido Homo(não-tão)sapiens.
foto do homo(não-tão)sapiens. Cortesia: superpop.


Apesar de sua ousada atitude evolutiva, o nosso homo(não-tão)sapiens, ainda mantinha atitudes retrógradas, como assistir jogos de futebol (masculinos) e apresentar programas de fofoca (femininos), além de uma única e impressionante incapacidade de entender a maioria das coisas normais, pagando vários micos9. Num dado momento, um homo precisava dizer para o outro que estava muito apertado para urinar, e que iria fazê-lo ali mesmo. Estava criada a primeira tentativa de comunicação, onde o locutor apertava as pernas uma contra a outra, e fazia um tipo de movimento com os joelhos, roçando-os um no outro, enquanto que com a mão esquerda apertava os escrotos e fazia cara feia. A partir daí, a cada necessidade, algum homo(não-tão)sapiens criava uma forma diferente de se expressar. Nem sempre (leia-se quase nunca) eram compreendidos. É de se imaginar a merda que isso ia dar10.
Linguagem a parte, alguém tinha que aprender alguma coisa. Criaram-se os CIEPs, e automaticamente, brotaram os Homo-sapiens, ou seja, homos que soubessem ler, escrever e fazer conta (não mais que isso, segundo parâmetros do governo federal). Aglomeram-se em partidos políticos e câmaras municipais. Sua diversão geralmente acaba em CPI. Costumam ter a língua presa. Nem vai ter foto dessa vez...

Finalmente, belo dia, depois de nego não ter absolutamente o que fazer, alguém prestou vestibular. Estava assim criado o homo-sapiens-sapiens! Consta que a primeira faculdade foi instalada em Nova Iguaçu, RJ, o que não faz a mínima diferença, pois ninguém quer ir a Nova Iguaçu, muito menos morar lá11. E a partir desse homo-sapiens-sapiens é que começaram a nascer os homens como o de hoje, com um leve desvio para o lado paneleiro da história12. É como diz minha mãe: não se fazem mais homens como antigamente.

Verdade, e a ciência está aí pra provar isso. E isso tudo pra não citar Darwin, que era sabidamente outro boiola; e para não também citar os macacos, que passavam todo o seu tempo vago comendo bananas, jogando xadrez e confabulando teorias sobre o universo. Nada têm a ver conosco esses primatas.
Espero ter esclarecido bastante vossas mentes.



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*ALVARO G. Artigo Originalmente publicado no livro "Mamãe, por que papai é viado?", Clodovil Hernandes org. pg 24.
1-Reginaldo Rossi, deus do brega (Brega: gênero musical caracterizado por ser brega). Interessante observar que, mesmo centenas de milhares de anos antes do nascimento de Reginaldo Rossi, Deus já mostrava sua onisciência criando algo igualmente brega.
2-Importante salientar que, insatisfeito com sua criação (a saber, os dinossauros), mesmo após todo investimento em material e planejamentos galáticos, os dinossauros seriam destruídos por um cometa enorme. Apesar de estar realmente arrependido dos dinossauros, o cometa foi fruto de um bizarro erro de cálculo espaço-matematico, e não propriamente fruto da onipotência celestial.
3- Däniken, Erich Von. Eram os deuses astronautas? 1968.
4-Platão o visitava.
5-Por isso que surfista é tudo viado.
6-Interessante como nego já queimava a rosca antes mesmo de Sodoma, mas todo mundo já chamava o ato de sodomia. Mais uma referência ao saber atemporal divino.
7-Devido ao homo-erectus ser observado sempre copulando ou se masturbando, a equipe do blog optou por não disponibilizar a foto do mesmo. Caso haja interesse pesquise quaisquer sites pornô.
8-Sim, o time é antigo mesmo.
9-Pagar mico era um ato muito comum para os homo(não-tão)sapiens. Visto que eram sensivelmente burros, e os seus colegas primatas(em especial o prestativo mico leão dourado) muito inteligentes, era comum um homo pagar alguma prenda a um mico para que este lhe ensinasse determinado tópico de sintaxe, ou de matemática. Os micos, não curtindo essa onda capitalista, nunca pediam dinheiro em troca de seus trabalhos pedagógicos; por sua vez, pediam que o pedinte fizesse algo extremamente estúpido, de onde podemos apreender o significado direto da expressão pagar mico.
10-Babel.
11- cf: Fani.
12-Insira sua foto.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Considerações sobre o Dia dos Namorados


Por G. Alvaro
(pensou que não podia piorar, né?)
Olá, cheiroso leitor! Fico muitíssimo feliz em ter sua visita aqui, neste inútil blogue, fique a vontade para vomitar, se masturbar ou se esconder da sua mulher.
Queres saber por qual razão estou assim tão efusivo? Aí vem o escroto dia dos Namorados!
Ah, imagino que você não gosta muito né? Ninguém te come, ninguém te quer... Já está até explicado por que você está aqui me lendo. Vai caçar uma mulher!

(tempo de expectativa de o leitor deixar o blog para transar: 7 milisegundos)

Bom, se o senhor continuou até aqui, é porque não tem absolutamente nada melhor para fazer, nem alguém que te coma. Como o estúpido leitor pode observar, vou falar do dia dos namorados. O fatídico dia dos namorados.

[dramatização]
Num terrível dia doze de junho, Asdrúbal acorda, cercado, por todos os lados de sua cama, por uma espécie de mandinga: eram flores aqui, ursinho ali, uma caixinha de bombom no formato de coração, além das várias velas quase pondo a casa em chamas. O puseram na encruzilhada enquanto dormia? Seria um ebó a São Valentino? Entra a mãe de santo, sua mulher.
Espartilho vermelho, máscara de tiazinha. Uma lingerie que mal tapava seus pêlos pubianos, enfim, uma tristeza assustadora.
Não contendo o susto. Asdrúbal solta levemente um agudo “que porra é essa?!?”1. Sua mulher, tão sensual como uma jumenta menstruada, lhe diz que está em chamas! Nosso personagem não contém o ímpeto e salienta que não só ela está em chamas, também assim toda o quarto! [/dramatização]

Questão Única: Sabendo que Asdrúbal é cardíaco (X+card/2), e que sua mulher está se sentindo uma deusa (Put=ºº), onde as condições climáticas, devido ao excesso de velas, podem ser consideradas como “quente a beça” (¥=159664988810), e observando o perigo de incêndio eminente, calcule a merda que isso vai dar.

(use o espaço abaixo para fazer seus cálculos)


De qualquer forma, o dia dos namorados sempre é uma grande furada. Se o leitor for homem, considere que terá que gastar uma nota preta para comprar ursinho, bombom, sandália, saia, cartão, vibrador, hastes flexíveis, isso sem contar a grana e criatividade para arrumar um lugar diferente para ir, senão estraga tudo. Todavia, se o leitor se inserir no grupo feminino, vai ter que considerar a idéia de vestir sua melhor lingerie (dada por ele) e trepar a noite toda, para satisfazer o cidadão (o que não deve ser difícil pra você, senão já teria largado esse animal, certo? Te deixei pensativa, não é?). O homem é um bicho pouco exigente, se tem sexo no meio, já ta muito bom.




Pois então, querido(a), vá arrumar um cobertor de orelha, porque esse dia dos namorados vai ser frio, assim espero. Um tremendo beijo. Feliz dia dos Namorados!


P.S: Se o leitor se insere ainda nos que tem a solidão como companhia para o dia dos namorados, não se preocupe! A equipe do blog se manifestou com a campanha filantrópica:
ME ARRUME UMA XOXOTA!”, onde várias pessoas de bom coração estarão doando periquitas para o bom usufruto no dia dos namorados. A inscrição é simples, basta o leitor imprimir esta matéria (ou não) e comparecer a um dos postos de entrega e retirar sua boceta.
Posto de entrega da campanha: Vila Mimosa, São Cristóvão, Rio de Janeiro RJ. A partir das 22h.

Para leitoras, há uma versão alternativa, a campanha “ME ARRUME UM PINTO”, o sistema é o mesmo. Posto de entrega aqui em casa.

Como a equipe sempre se preocupa com as minorias, a terceira versão,
ME ARRUME UMA BIBA”, também fará muito sucesso! Posto de entrega: R. Farme de Amoedo.



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1- Se estiver lendo em voz alta, por gentileza, exprima a frase destacada com bastante esmero e interpretação, a exemplo de uma drag queen sendo encoxada enquanto tropeça e espirra. (N.A)

domingo, 7 de junho de 2009

Considerações a respeito da (pro)criação humana



Considerações a respeito da criação do mundo, do homem(mulher, etc), e particularmente sua. (Originalmente publicado nos anais filosóficos do Boteco do Manolo)
Por G. Alvaro.

Olá, bom (dia-tarde-noite-madrugada) pra você! Espero que esteja feliz, assim como eu não estou agora.
Sim, a vida é uma merda. Não pense que uma merda completa, há coisas assim nem tão excrementícias como o preço do cigarro. Eu digo uma merda quase completa, uma faixa de gaza entre o plausível e a gastrite. Deus por exemplo.

O Senhor, muito cansado do seu ostracismo divino, num dia de sol, entrou numa de criar o homem. Suas onipresentes mãos danaram a bagunçar um punhado de barro para criar algo que fosse tipo ele, assim, uma coisa meio semelhante. Coisa de narcisista. Então, brotou o homem, no jardim do Éden1.
A partir daí, muito chateado por apenas se masturbar, Onan (digo, Adão), pediu ao Senhor alguma coisa pra se divertir, de preferência inflável. Todavia, Deus, em sua imensa magnitude, lhe arrancou uma costela e desenhou algo tão perfeito, que se tivesse feito coisa melhor, teria guardado para si. Bom, perfeito para Deus, porque depois de perceber o quanto podia ser indigesto conviver com uma mulher, o homem passou o resto da sua história reclamando constantemente de sua fêmea, ou fêmeas em geral2. Enfim, é histórica e teologicamente comprovado que o homem não sabe fazer pedidos a Deus.
Agora, é onde entra você. Depois de criar o homem, o mesmo foi se reproduzindo loucamente, talvez seja a coisa que mais goste no mundo, depois do carro, da cerveja, da conversa no bar, do buraco (BARALHO, ou sueca, se universitário) e do futebol. E Adão gerou a Abel e Caim, onde outro matou um e ficou por isso mesmo (não havia polícia, o que não mudaria nada). E o tempo foi passando, sempre a gente gerando, até que nasceu você (obviamente todos as gerações foram idealizadas e supervisionadas pelo Senhor, excetuando-se Hitler, George Bush, Márcia Goldschmidt e Felipe Dylon). Seguindo o raciocínio, se Deus supervisiona todas as almas que surgem (através da geração espontânea), o que ele estava fazendo para deixar passar você?!? Vejamos:
Segundo o poeta, “quando Deus te desenhou, ele tava namorando” (Armandinho, 2005). Ora, primeiramente, devemos salientar que você é um desenho. Melhor, um rabisco. Segundamente, “ele tava namorando3”, coisa que não permite, mesmo ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Criação Universal (departamento recentemente incorporado pelo presidente Lula) se concentrar em nada que exija um mínimo de esmero. Daí a sua inclinação, querido leitor, ao pecado, já que namoro não é permitido pelo código de relacionamento de seres celestiais, se não estiver sob consentimento e transação com o pai da menina. Apenas em caráter de experimentação, tente desenhar algo coeso enquanto namora/bate uma qualquer.
Mantendo a linha teórica, podemos observar as palavras de Dan Brown(2003), onde se lê claramente que o homem(no caso específico, você) teria sido fruto de um relacionamento obtuso de Jesus, popularmente conhecido como Cristo, e Maria Madalena, vulgarmente conhecida como puta mesmo. Partindo desse pressuposto, além de mal desenhado, o amável leitor ainda seria filho da puta! Impressionante como a ciência e a investigação podem esclarecer enigmas tão incognoscíveis. Resumindo:
Quando Deus tentou desenhar você, ele estava namorando. Se Deus, Jesus e o Espírito Santo são a mesma coisa (trindade), o Grande Arquiteto do Universo namoraria uma meretriz. Ora, sabemos que desde a criação do Homo, o Senhor não mais desenha, nem molda pessoas, para isso ele criou o sexo. Sendo eu, que vos escrevo, um legítimo filho de Deus; o leitor, além de filho de chocadeira, pode se inserir numa fórmula matemática de geração ignota, que é expressa pela seguinte frase logarítimico-poética:


Arerê-ê-ê,
meu pai comeu tua mãe,
nasceu você-ê-ê... (SANGALLO, 1999)

Espero que este artigo tenha esclarecido quaisquer dúvidas remanescentes.



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1- Éden é um pequeno e desagradável bairro do recente e igualmente desagradável município de Mesquita, RJ. Reza a lenda que lá Deus teria largado o homem, mulher e filhos para cometerem crimes. Também é ligeiramente próximo do distrito industrial de Queimados, e do Varejão de Vilar dos Telles, gastando assim apenas uma passagem para ir ao trabalho, ou às compras, o que poupa dinheiro da empresa divina.
2-“Foi culpa da mulher que me deste!” ADÃO, Como aturar sua mulher no Paraíso. EdGod, RJ, princípio dos tempos, p 235998.
3- Na.mo.rar v.t.d(do lat, vulg. Fodere): 1.Se relacionar com, manter relação com, sacanear com e/ou sacanear o(a). 2. Passar a mão em, piscar para, botar chifres em. 3. Trepar (cf. Trepar em árvores)

Roleta